AULA 3 - Desdobramentos na Dissertação: O Nascimento de um Capítulo

O Gemini disse

💡 O que aprendi hoje? Aprendi que a inovação na escola não é o brilho da tela, mas a transparência da tecnologia e a agência do estudante. Descobri que pesquisar é trocar a métrica do acerto pelo mapeamento do caminho.

📚 Quem me provocou? Fui afetado por autores que abalaram minha base conceitual: Campos e Blikstein com a Inovação Radical, Pimentel e Silva com a Fluência Digital, e o olhar social de Celeste Filho, Kobayashi e Petter.

🚀 Quais os desdobramentos na minha dissertação? Essas provocações deram origem ao meu primeiro capítulo: "O Território Conceitual". Agora, meus dispositivos de pesquisa não buscam apenas "dados", mas capturam o processo de experimentação da tecnologia digital na aprendizagem de matemática diante da perspectiva de cultura digital.

Figura 1: Representação do Território Conceitual: Tecendo Redes entre Tecnologia, Inovação e Cultura Digital.

Fonte: elaboração própria (2026), gerada por IA.


🚀 O Despertar de um Território Conceitual

Os movimentos de leitura, produção e diálogos que venho realizando estão agenciando a minha produção de subjetividade. Sinto-me em um estado de abertura para rupturas, permitindo que novos referenciais reconfigurem meu olhar. Esse processo culminou no surgimento de um território conceitual que dá vida ao primeiro capítulo da minha dissertação:

📖 O Território Conceitual: Tecendo a Rede entre Tecnologia, Inovação e Cultura Digital

  • 📍 Pistas Teóricas: A tecnologia não como ferramenta, mas como extensão e linguagem. Aqui, investigo a base epistemológica que sustenta nossa forma de ver o mundo digital.
  • 🔄 Inovação Radical vs. Incremental: O foco não é o aparato, mas a mudança na forma de ensinar. Romper com a "gramática escolar" tradicional para permitir a agência do estudante (Campos; Blikstein, 2019).
  • 👓 Tecnologia Transparente: Quando o manuseio se torna natural e o software "desaparece" para que a aprendizagem da Geometria emerja com fluidez (Pimentel; Silva, 2023).
  • 🌐 Ecossistema de Colaboração: A cultura digital como o ambiente onde a aula habita, transformando o erro em aprendizado e a transmissão em construção coletiva.

🎨 Do "Produto" ao "Caminhar" (O Olhar Cartográfico)

Na minha pesquisa na Escola Prof. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, a avaliação muda de rota:

🛑 O "Produto" (Métrica Tradicional)🛤️ O "Processo" (Caminhar Cartográfico)
O aluno acertou o cálculo da área?As Hesitações: Por que ele parou e pensou?
Ele preencheu todos os campos?As Descobertas: O momento do "Aha!"
A nota no simulado aumentou?As Afetações: A tecnologia como prótese cognitiva.
Inovação IncrementalAs Colaborações: A rede de ajuda entre pares.

🧩 Dispositivos de Pesquisa: Provocando a Produção de Dados

Para mapear as subjetividades e os fluxos de aprendizagem, não utilizo meros instrumentos, mas dispositivos que permitem a emergência do novo:

  • 🎤 Grupo Focal: Não é apenas uma entrevista, é um dispositivo de escuta e ressonância, onde as falas dos estudantes se cruzam e produzem novos sentidos sobre a tecnologia.
  • 📝 Diário de Bordo: É o dispositivo de implicação do pesquisador. Nele, registro não o que "vi", mas como o território me afetou e quais pistas os alunos deixaram.
  • 🎥 Gravação de Interações: Um dispositivo de visibilidade que captura o invisível: o tom de voz, a dúvida compartilhada e o entusiasmo da descoberta coletiva.
  • 📸 Capturas de Tela: Funcionam como um dispositivo de memória do percurso, revelando as estratégias de tentativa e erro que o software "O Construtor de Área" disparou no raciocínio do estudante.

Comentários

  1. Olá Martone! Para pensar um pouco mais e talvez até escrever sobre: de que maneira o seu “território conceitual” pode, na prática, romper com a gramática escolar tradicional e materializar uma inovação radical no ensino de matemática, garantindo que a tecnologia se torne verdadeiramente “transparente” e que a agência do estudante se manifeste como elemento central no processo de construção do conhecimento dentro da cultura digital?

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    1. Olá, professor!

      Meu território conceitual estará sempre em movimento e nunca será fechado nem funcionará como definições estáticas. No entanto, no "chão da escola", por assim dizer, esse território funcionará como "dispositivo de ruptura" e afetará consideravelmente o território escolar. Isso ocorrerá claramente no processo de cocriação do planejamento ou sequência didática, em que esses conceitos serão balizadores da estratégia metodológica.

      A ruptura do ritmo e do espaço, a transparência, a agência e a fluência digital — tudo isso será dialogado para a elaboração do planejamento; portanto, o meu território conceitual afetará e será afetado.

      Sobre isso, tenho que me aprofundar nas leituras e ir além de (Passos, Kastrup, Escóssia, 2009) para compreender esse processo de ruptura e de afetações.

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  2. A forma como você descreve o 'nascimento' do seu primeiro capítulo e a adoção dessa postura cartográfica é fantástica. A decisão de trocar a métrica tradicional do 'produto' (o acerto no cálculo) pelo mapeamento do 'processo' (as hesitações, as descobertas e a rede de colaboração) muda completamente a forma como enxergamos a aprendizagem da Matemática. Como uma leve sugestão para o seu momento de ir a campo: já que você vai utilizar dispositivos como gravações e capturas de tela, pode ser interessante pensar em estruturar previamente alguns marcadores de observação (categorias). Como o volume de interações e dados visuais na cartografia costuma ser imenso, ter algumas categorias flexíveis para te ajudar a identificar e codificar mais rapidamente esses momentos exatos de 'hesitação' ou 'afetação' pode facilitar muito a sistematização e o cruzamento com o seu Diário de Bordo lá na frente.

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    1. Aqui já deixo uma inquietação: o projeto já foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa?

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    2. Olá, professor!

      Justamente, estou iniciando as leituras sobre as questões éticas e metodológicas que envolvem a pesquisa com o Prof. Dr. Luis Paulo Leopoldo Mercado. Esse é apenas um esboço para a produção do primeiro capítulo e o esboço da seção metodológica.

      A sua postagem "Como escrever a seção metodológica de uma pesquisa cartográfica?" está me ajudando bastante.

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    3. Olá, Débora.

      Na cartografia não se delimita previamente o que será observado; no caso, durante o rastreio no território — ou seja, na exploração geral — eu serei tocado por um fluxo que tomará minha atenção para aquela cena.

      Nesse caso, para que a pesquisa não fique ampla e sem foco, irei criar um mapa de pistas, como: hesitações, colaborações, autonomia, validação de hipóteses, que são amplas, mas norteia esse espaço de observação.

      Ainda estou me aprofundando no estudo das pistas do método cartográfico (Passos, Kastrup, Escóssia, 2009) para compreender melhor como poderei fazer essa delimitação sem afetar o processo de acompanhamento cartográfico.

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  3. Fiquei com uma curiosidade: como você pretende mostrar, na análise, esses momentos em que o aluno realmente ganha mais autonomia durante o uso da tecnologia?

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    1. Olá, Diogo.

      Sua pergunta me fez pensar bastante sobre os dispositivos de pesquisa e a análise de dados. Vou te explicar esse processo de produção de dados na cartografia.

      No acompanhamento processual cartográfico, por meio do rastreio (observação da movimentação geral), toque (quando algo desperta meu interesse por aquela cena em específico), pouso (focar na cena em que fui tocado) e reconhecimento atento (percepção das transformações no território: linhas de força e de fuga por meio da agência, transparência, colaboração...), essas pistas que são mapeadas darão subsídio para a análise.

      Exemplo:

      No diário de bordo foi registrado um momento em que as falas e a captura de tela do monitor evidenciam a validação de uma hipótese de um grupo de estudantes quanto ao cálculo de perímetro. Na análise de dados, isso será apontado como uma linha de fuga. Ou seja, os estudantes, ao manipularem o software, passaram a validar suas hipóteses sobre os conceitos de perímetro. Nesse ponto serão discutidos os conceitos de agência, transparência, colaboração, entre outros.

      Por meio do diário de bordo podem ser levantados momentos de surpresa e hesitação, como a empolgação ao compreender ou explicar para o colega, ou o franzir da testa, como se não tivesse compreendido (subjetividades, linhas de força e de fuga).

      Esses são apenas exemplos de fluxos e subjetividades que podem emergir durante a intervenção. Ainda estou no processo de análise e definição dos dispositivos de pesquisa, pensando justamente na ética da pesquisa e nessa produção e análise de dados.

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