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Mostrando postagens de abril, 2026

Cenário investigativo: A Epistemologia da Tecnologia no Brasil em 1994

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 Debate Presidencial -  1994 - As telecomunicações e as tecnologias - Almirante Fortuna  O que nos revela a fala do Almirante Fortuna?  "Mas acontece que a tecnologia é quase mágica, e ela depende do conhecimento,  e o conhecimento reside em uma base educacional que o Brasil não tem hoje." "O Estado brasileiro está esgotado, completamente esgotado. O telefone, hoje, no Brasil, por incrível que pareça, é um bem; não é um serviço." "Como poderemos resolver esse problema, se nós não abrirmos esse Estado no que diz respeito ao indivíduo? O cidadão brasileiro tenha o seu telefone, e acompanhemos a tecnologia que é necessária para desenvolver o restante das telecomunicações." OBS: o início da fala é em: 9min e 19s. REFLEXÕES     Vejo que o mesmo entra em contradição com Vieira Pinto (2008), no tocante à sua fala "tecnologia é quase mágica”, o que revela a sua alienação quanto à eficiência que Jaques Ellul (1964) aponta como determinismo da técnica, onde ess...

Articulações sobre tecnologia, inteligência e educação (Em construção)

PROCESSO DE ARTICULAÇÃO ENTRE OS AUTORES/AS  Para Vieira Pinto (2005), a técnica é o fazer humano, isto é, a exteriorização do conhecimento para dominar a natureza. Assim, a construção de uma ponte, por exemplo, resulta da aplicação técnica de procedimentos e métodos; contudo, para realizá-la, utilizam-se objetos técnicos ou aparatos tecnológicos produzidos por meio de aplicações técnicas anteriores. A tecnologia, nessa perspectiva, consiste no momento em que o ser humano compreende a técnica e é capaz de modificá-la ou aprimorá-la com base no domínio científico e social. Sem esse domínio, isto é, sem a tecnologia, o ser humano tende apenas a reproduzir técnicas, tornando-se dependente delas. Atualmente, o conhecimento científico e social acumulado tem possibilitado o aperfeiçoamento das técnicas e, consequentemente, dos aparatos tecnológicos. Entretanto, quando o olhar se dirige a uma nação, percebemos, muitas...

A redefinição na cultura digital

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      A autonomia do estudante é fortalecida quando a tecnologia é incorporada para a  autoria  e não para a receção passiva. O engajamento não nasce da "novidade" do aparelho, mas do desenho pedagógico que propõe desafios reais.     Aqui, a competência do professor é o diferencial: ele deixa de ser o transmissor para se tornar o curador de experiências, possuindo um  saber específico  que entende como e por que integrar um determinado recurso para potenciar a agência do estudante.

O Nó Epistemológico

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PROCESSO DE AUTOAVALIAÇÃO -                  Iniciei a reescrita do projeto para entrega ao Prof. Dr. Luis Paulo Leopoldo Mercado. Na justificativa, retomei Luckesi (1994) e Dias Sobrinho (2003) para discutir os mecanismos de controle e as forças que moldam a educação e as instituições de ensino. Em seguida, apresentei as perspectivas de educação (redenção, reprodução e transformação) a fim de explicitar a concepção de sociedade, educação e ensino que orienta a pesquisa. Ao adotar a perspectiva de educação como transformação, fundamentei a concepção de avaliação como mapeamento de fenômenos, com base em Hadji (1994) e Luckesi (1994). Também analisei as avaliações externas, considerando o SAVEAL e os resultados de estudantes do 5º ano de Maceió nas habilidades de área e perímetro. A avaliação, entendida como reflexão das práticas docentes, permitiu avançar para a discussão quanto as tecnologias. Com apoio da epistemologia da técnica de Vi...

⏳ Linha do Tempo: A Trajetória das Tecnologias na Educação

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ANOS 80:  o despertar da alfabetização digital Foco: introdução dos microcomputadores e da linguagem. Objetivo das políticas: alfabetização digital básica para modernizar a educação. ANOS 90 : a era da infraestrutura e da informação Foco: chegada da Internet às escolas e criação de laboratórios de informática. Objetivo das políticas: democratizar o acesso à informação e integrar o Brasil na sociedade do conhecimento. Articulação teórica: Lévy (1999) , no tocante ao ciberespaço, à inteligência coletiva e à desterritorialização. Dialogando com Ruben Puentedura (2009): no Brasil, as políticas focam em equipar as instituições, mas com um uso ainda muito instrumental (substituição e aumento), que melhora, porém sem redefinição. ANOS 2000:  interatividade e redes sociais Foco: Web 2.0, blogs, redes sociais e os primeiros dispositivos móveis. Articulação teórica: Siemens (2005) apresenta o conectivismo, tratando a aprendizagem como um processo de conexão de nós em rede. Laurilla...