Cenário investigativo: A Epistemologia da Tecnologia no Brasil em 1994
Debate Presidencial - 1994 - As telecomunicações e as tecnologias - Almirante Fortuna
O que nos revela a fala do Almirante Fortuna?
"Mas acontece que a tecnologia é quase mágica, e ela depende do conhecimento, e o conhecimento reside em uma base educacional que o Brasil não tem hoje."
Vejo que o mesmo entra em contradição com Vieira Pinto (2008), no tocante à sua fala "tecnologia é quase mágica”, o que revela a sua alienação quanto à eficiência que Jaques Ellul (1964) aponta como determinismo da técnica, onde essa “abertura do Estado” seria justamente uma adequação aos países desenvolvidos, um progresso impulsionado para um sistema global. Aqui surge o pessimismo de Ellul (1964).
Contudo, penso que o Almirante dialoga com Vieira Pinto (2005) ao dizer que a tecnologia depende do conhecimento e que este reside em uma base educacional. Isso acompanha o raciocínio de que a tecnologia é a consciência crítica da técnica. Se, no Brasil, o conhecimento científico promover o pensamento crítico quanto à técnica, ela se aprimorará conforme as demandas e necessidades da nação, e não apenas para se modernizar adequando-se a países desenvolvidos, como se eles estivessem vivendo no futuro e nós no passado.
Acredito que a diferença reside no domínio e no controle da tecnologia (ciência), no sentido de manter os países subdesenvolvidos aplicando técnicas (métodos e procedimentos) desprovidas de pensamento crítico, limitando assim sua soberania nacional.
"O Estado brasileiro está esgotado, completamente esgotado. O telefone, hoje, no Brasil, por incrível que pareça, é um bem; não é um serviço."
"Como poderemos resolver esse problema, se nós não abrirmos esse Estado no que diz respeito ao indivíduo? O cidadão brasileiro tenha o seu telefone, e acompanhemos a tecnologia que é necessária para desenvolver o restante das telecomunicações."
"Como poderemos resolver esse problema, se nós não abrirmos esse Estado no que diz respeito ao indivíduo? O cidadão brasileiro tenha o seu telefone, e acompanhemos a tecnologia que é necessária para desenvolver o restante das telecomunicações."
OBS: o início da fala é em: 9min e 19s.
REFLEXÕES
Vejo que o mesmo entra em contradição com Vieira Pinto (2008), no tocante à sua fala "tecnologia é quase mágica”, o que revela a sua alienação quanto à eficiência que Jaques Ellul (1964) aponta como determinismo da técnica, onde essa “abertura do Estado” seria justamente uma adequação aos países desenvolvidos, um progresso impulsionado para um sistema global. Aqui surge o pessimismo de Ellul (1964).
Contudo, penso que o Almirante dialoga com Vieira Pinto (2005) ao dizer que a tecnologia depende do conhecimento e que este reside em uma base educacional. Isso acompanha o raciocínio de que a tecnologia é a consciência crítica da técnica. Se, no Brasil, o conhecimento científico promover o pensamento crítico quanto à técnica, ela se aprimorará conforme as demandas e necessidades da nação, e não apenas para se modernizar adequando-se a países desenvolvidos, como se eles estivessem vivendo no futuro e nós no passado.
Acredito que a diferença reside no domínio e no controle da tecnologia (ciência), no sentido de manter os países subdesenvolvidos aplicando técnicas (métodos e procedimentos) desprovidas de pensamento crítico, limitando assim sua soberania nacional.
Olá Marrone. Que relíquia de vídeo hein! Mas ela nos mostra exatamente como a sociedade está distante do que estudamos na academia. É o denominado senso comum que buscamos não usar em nossas pesquisas. O que fazer: qualificar cada vez mais o que fazemos de pesquisa na área e no tema.
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