"Além do Clique: Refletindo sobre Tecnologia e Aprendizagem com Vieira Pinto e Pimentel"

O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO...


Como estou estudando sobre cartografia, inicialmente bebendo da fonte de (Passos; Kastrup; Escóssia, 2009) resolvi cartografar meu percurso de compreensão teórica em meio aos territórios conceituais em destaque. Acompanhando os movimentos e as linhas de força e fuga durante o entendimento dos conceitos. Fazendo conexões entre minhas próprias concepções e o novo entendimento. Representando essas conexões por meio de palavras-chave no CmapTools. Esse percurso produziu dados que foram conectados dentro do Rizoma, ou seja, no Mapa conceitual (conexões entre os conceitos). 

MOVIMENTOS DENTRO DOS TERRITÓRIOS CONCEITUAIS E O IMPACTO EM MINHA SUBJETIVIDADE


Iniciei o percurso com a leitura da tese de doutorado do Prof. Dr. Fernando Pimentel, registrando conceitos-chave com o intuito de retomar a leitura para tentar compreendê-los. Entre idas e vindas me deparei com a concepção de ferramenta, acabei lembrando de sua fala em sala: "se pretendem utilizar o termo ferramenta no tocante a tecnologia, leiam o que Vygotsky aponta sobre o tema". Fui até o blog da disciplina também fiz a leitura dessa postagem.

No decorrer da leitura e do constante retorno, pude compreender melhor os conceitos sobre TIC(analógica, foco na transmissão... passiva), TDCIs (linguagem binária, digital, interativa). Dialogando com Rojo e Moura (2019) no tocante às Multimodalidades.  

Ao aprofundar a leitura, tive a compreensão de que a ferramenta torna-se um instrumento mediador na medida em que o sujeito age sobre ela de maneira ativa e crítica, possibilitando a regulação metacognitiva, produzindo subjetividades oriundas do processo de interatividade.

Com base na definição de Tecnologia como resultado da exteriorização do conhecimento humano (Pinto, 2008) em sua relação com o mundo, transformando-o na mesma medida em que é transformado. E da consciência ingênua (sendo o pensar no artefato ou objeto tecnológico como algo ausente de representação social, política. Ou como algo "mágico" que ao utilizar terá resultados positivos garantidos. Pude compreender o que Pimentel (2015), traz em sua tese quanto a aprendizagem na cultura digital, evidenciando a aprendizagem por meio da interatividade e experimentação crítica da TDICs. 

Pressupõe-se que diante de uma metodologia crítica e bem estruturada, o professor poderá viabilizar a experimentação de ferramentas tecnológicas para promover a interação e a autorregulação da aprendizagem entre os estudantes.

Chegamos agora ao penúltimo e último movimento. A produção do Mapa Conceitual que eu considero como Conexões Rizomáticas, pois possui diversos pontos de entrada e conexões heterogêneas que se entrelaçam e podem ser mapeadas e acompanhadas por meio dos movimentos cartográficos. 




E finalmente a construção do texto desse blog que foi em primeira pessoa para representar minhas subjetividades e meus movimentos nesses territórios. Cartografando-o através do pouso, toque, rastreio e reconhecimento atento.



Comentários

  1. Olá Martone. Convido a ler no meu blog pessoal o link a seguir, e navegar por outras postagens que discuto cartografia.
    https://fernandoscpimentel.blogspot.com/2025/11/e-o-pesquisador-um-cartografo.html

    Há... que bom que está usando mapa conceitual. Creio que no desenvolver da disciplina vão ficar melhores ainda. Veja exemplos de mapas também no blog, como no link: https://fernandoscpimentel.blogspot.com/2025/03/pistas-do-metodo-da-cartografia.html

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    Respostas
    1. Perfeito, professor!

      Naveguei por lá...

      É muito difícil encontrar textos nessa temática com esse nível de transposição didática. Conseguiste através de uma linguagem acadêmica tornar claro algo muito complexo, ao ler é possível visualizar um caminho de escrita e isso irá contribuir profundamente com a minha seção metodológica.

      Vou acompanhar as demais postagens, obrigado!

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