FRAMEWORK VISUAL DIGITAL PARA O DESIGN DE ATIVIDADES MEDIADAS POR TECNOLOGIAS
(PRIMEIROS PASSOS) FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O Modelo Technological Pedagogical Content Knowledge) é o pilar da intencionalidade. Ele argumenta que o bom ensino com tecnologia não é saber usar ferramentas, mas compreender a interseção entre:
Conhecimento de Conteúdo (CK): o que será ensinado.
Conhecimento Pedagógico (PK): como ensinar de forma eficaz.
Conhecimento Tecnológico (TK): o artefato a ser incorporado.
APRENDIZAGEM MEDIADA POR TECNOLOGIAS
Na perspectiva de Coll e Monereo (2010), a tecnologia não ensina sozinha; o que gera aprendizagem são os mecanismos de influência educacional. Ou seja, o design deve prever como a tecnologia mediará a atividade mental do estudante.
AFETABILIDADE E DESIGN SENSÍVEL
De acordo com Hayashi e Baranauskas (2013), o design deve compreender as respostas afetivas e emocionais do usuário. Para a educação, isso significa que o design da atividade deve ser "sensível": deve considerar o engajamento, a redução da carga cognitiva negativa e a criação de um ambiente acolhedor e motivador.
INTERFACES TANGÍVEIS
Gutiérrez Posada (2015), evidencia que o design deve permitir que o estudante seja um "criador" (co-construtor) e não apenas um receptor. Ou seja, interfaces que permitem a manipulação e a criação de narrativas colaborativas potenciam a expressão e a comunicação.
A DIDÁTICA
Sob a ótica de Rêgo e Lima (2010), a didática tem uma estrutura sistêmica: planejamento, objetivos, estratégias e avaliação. As autoras expõem que a avaliação deve ser processual e que o planejamento é uma ação intencional para evitar o improviso tecnológico.
- Interatividade e Mediação (Coll e Monereo, 2010): a tecnologia deve criar "andaimes" (scaffolding) e novos fluxos de comunicação (aluno-aluno, estudante-professor), rejeitando a transmissão linear.
- Co-construção e Generatividade (Posada, 2015): a ferramenta deve permitir ao aluno criar, manipular e produzir conhecimento, e não apenas consumir informação.
- Afetibilidade e Acessibilidade (Hayashi e Baranauskas, 2013): deve ser inclusiva, intuitiva e motivadora, reduzindo a carga cognitiva negativa (frustração com o sistema).
- Definição de objetivos: possibilita que a atividade comece pela meta de aprendizagem, alinhando a tecnologia ao conteúdo
- Análise do perfil do estudante: amplia a acessibilidade e o equilíbrio entre a autonomia (assíncrono) e a orientação docente (síncrono).
- Sequência didática contínua: distribui ações e tempos para que o estudante transite organicamente entre a reflexão e a produção ativa.
- Avaliação formativa: permite coletar "rastros" e dar retroalimentação (feedback) em tempo real, apoiando o estudante no exato momento da dúvida.
🎬Make of (PBL9)
HAYASHI, E. C.S.; BARANAUSKAS, M. C. C. “Affectibility” and
Design Workshops: Taking actions towards more sensible design. Proceedings
of the 12th Brazilian Symposium on Human Factors in Computing Systems. Porto
Alegre, 2013. p. 3-12. Disponível em: https://dl.acm.org/doi/epdf/10.5555/2577101.2577106.
Acesso em: 07. maio.2026.
KOEHLER, M. J.; MISHRA, P.; CAIN, W. What is Technological Pedagogical Content Knowledge (TPACK)? Journal of Education, 2013. Disponível em: https://www.matt-koehler.com/publications/Koehler_et_al_2013.pdf. Acesso em: 07. maio.2026.
POSADA, Julián Esteban Gutiérrez. Interfaces
Tangíveis e o Design de Ambientes Educacionais para Co-construção de
Narrativas. Tecnologias, Sociedade e Conhecimento, Campinas, v. 3, n.
1, p. 104-107, dez. 2015. Disponível em: http://www.nied.unicamp.br/ojs/. Acesso
em: 07. maio.2026.
RÊGO, Luciane Borges do; LIMA, Maria Vitória Ribas de Oliveira. Didática. Recife: Editora da Universidade de Pernambuco (UPE), 2010. p. 44. Disponível em:http://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/204082/2/Livro%20Didatica.pdf. Acesso em: 07. maio.2026.
COLL, César; MONEREO, Carles (orgs.). Parte II: Fatores e
processos psicológicos envolvidos na aprendizagem virtual: um olhar
construtivista. In: COLL, César; MONEREO, Carles (orgs.). Psicologia da
educação virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da
comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 97-136.
Comentários
Postar um comentário