🌟 Formação Docente e Tecnologias: Linhas, Tensões e Rupturas
Olá pessoal!
Investigar a Formação Docente e as Tecnologias Digitais foi muito
desafiador, porém me levou a um nível de conhecimento maior do que eu esperava.
Agora, para além dos diálogos referentes crenças e concepções em sala de aula,
adentrei ao campo das normas e diretrizes, compreendendo os efeitos desses tensionamentos, no docente, no
estudante e nas atividades medias por tecnologias. A cartografia, por sua vez, surge como
método para ler e interpretar essa realidade.
Objetivo
geral:
Mapear
e cartografar as linhas de força (duras, flexíveis e de fuga) que atravessam o
campo da formação docente inicial e continuada voltada para a integração das
tecnologias digitais.
Objetivos específicos:
- Rastrear nos textos as estruturas consolidadas, exigências legais e normativas.
- Localizar nos relatos as adaptações curriculares, as dificuldades e atitudes dos docentes.
- Investigar as possíveis rupturas metodológicas referentes as práticas inovadoras e as propostas que rompem com instrumentalização.
- Identificar nos registros onde os autores se encontram e onde se contradizem.
Instrumentos
de coleta de dados:
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REFERENCIAL
TEÓRICO |
REGISTRO
FLUTUANTE |
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Resolução CNE/CP nº
4/2024 |
DIÁRIO
DE BORDO |
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Modelski, Giraffa e
Casartelli (2019) |
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Custódio e
Rodrigues (2023) |
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O'Brien (2025) |
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Osorio Vanegas,
Segovia Cifuentes e Sobrino Morrás (2025) |
Análise e produção dos dados:
- Etapa 1: Leitura flutuante dos textos para identificar os termos recorrentes.
- Etapa 2: Organização do material em blocos temáticos (corpus): política e modelos teóricos, prática pedagógica e formação docente.
- Etapa 3: Triangulação e confronto dos textos.
- Etapa 4: Distribuição dos fenômenos conforme o método cartográfico: linha duras, linhas flexíveis e linhas de fuga.
Quadro Analítico:
Mapeamento de Linhas e Referências
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LINHAS
DURAS (POLÍTICAS E NORMATIVAS) |
LINHAS
FLEXÍVEIS (NEGOCIAÇÕES) |
LINHAS DE
FUGA (RUPTURAS) |
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EIXO TEMÁTICO: POLÍTICAS
E MODELOS TEÓRICOS |
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• Resolução CNE/CP nº
4/2024: Instituição das DCN, fixando cargas horárias e competências para
as licenciaturas. • Osorio Vanegas et
al. (2025): Destacam a forte hegemonia global de frameworks rígidos de
competência, como por exemplo o modelo TPACK. |
• Modelski, Giraffa e
Casartelli (2019): As instituições criam o espaço da
"semipresencialidade" para reconfigurar currículos e tentar
encaixar a TD no cotidiano acadêmico. • Resolução CNE/CP nº
4/2024: Prevê a necessidade de adequação local dos PPCs e regimes de
colaboração federativa. |
• O'Brien (2025):
Expõe que as
transformações tecnológicas ocorrem em uma velocidade divergente da
apropriação das leis, normas e grandes curriculares. Como ocorreu durante a
pandemia da Covid-19, uma transformação súbita que revelou uma ruptura com esses
modelos. Pois, os professores tiveram que utilizar de sua expertise para reinventar
sua prática pedagógica. Nesse caso a ruptura não
seria criar leis antecipando futuras transformações, mas fazer com que o professor
tenha autonomia intelectual para trilhar seu próprio caminho investigativo
quanto a incorporação das tecnologias. O foco não seria ensinar
os professores a manipular os artefatos e sim dotá-los de intelectualidade
para se apropriar dos mesmos e redefinir sua prática pedagógica. |
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EIXO TEMÁTICO: PRÁTICA PEDAGÓGICA |
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• Custódio e
Rodrigues (2023): Evidenciam que a maioria dos professores formadores
ainda reproduz uma visão puramente instrumental, limitando as tecnologias ao
papel de "ferramenta" ou "recurso motivador". |
• Custódio e
Rodrigues (2023): Revelam o conflito dos docentes com a tecnologia, o
enfrentamento de barreiras didáticas para sua transposição em sala de aula. • Modelski, Giraffa e
Casartelli (2019): Expõem as pressões sofridas pelos professores para
mediar o ensino assíncrono. |
• Custódio e
Rodrigues (2023): Defendem a superação do uso técnico, propondo as TDIC
como bens culturais da cibercultura. Modelski, Giraffa e Casartelli (2019):
Apontam para práticas fluidas de mediação pedagógica que transformam o espaço
da aula. A ruptura seria no
tocante ao abandono de crenças conceituais e a mudança de conceção quanto as tecnologias.
E a ressignificação do papel do professor, e do estudante, o layout da sala
de aula, o tempo, o espaço e concepção de avaliação em atividades mediadas
por tecnologia. |
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EIXO TEMÁTICO: FORMAÇÃO DOCENTE |
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• O'Brien (2025)
& Osorio Vanegas et al. (2025): Constatam a persistência histórica
de pacotes formativos governamentais padronizados, centralizados, baseados em
cursos de curta duração focados no aprendizado de softwares. |
• Modelski, Giraffa e
Casartelli (2019): Identificam a necessidade de programas de apoio
contínuo para atenuar as resistências e as defasagens de infraestrutura nas
instituições comunitárias/públicas. |
• O'Brien (2025):
Apresenta o sucesso de comunidades de aprendizagem profissional de longo
prazo (mínimo de 12 meses). • Custódio e
Rodrigues (2023): Apontam brechas na formação pelo viés da pesquisa e da
coautoria docente. À convergência dos
referenciais fazer emergir uma ruptura. A formação continuada deveria ocorrer
por meio sólidos e prolongados de no mínimo 12 meses perpassando a
aprendizagem teórica, teste práticos em sala de aula, a autoavaliação e análise
das práticas em pares e por fim a consolidação de uma nova prática. |
Obrigado por sua contribuição, Martone.
ResponderExcluirDe que maneira a realização dessa atividade contribuiu para sua formação como professor?